Os exercícios propostos tentam contemplar os quatro estilos de aprendizagem, no âmbito de uma aula de Português Língua Estrangeira, nível avançado (C1), tendo como tema: Língua Portuguesa - diversidade linguística.
Estilo Ativo:
Actividade 1 – Exercício áudio
“Ritmo de Angola influencia linguagem em Portugal”
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1. Visualize o vídeo no link acima indicado e leia as questões a seguir
apresentadas. Selecione a opção mais adequada para completar cada uma das
afirmações.
A.
O
Kuduru nasceu em Angola e foi trazido para Portugal por
a) emigrantes
africanos
b) imigrantes
africanos
c) emigrantes
angolanos
d) imigrantes
angolanos
B.
O
kuduru tem influências
a) progressivas
b) jazz
c) techno
d) house
e techno
C.
Em
Portugal, o Kuduru apareceu
a) no
centro de Lisboa
b) por
todo o país
c) nos
arredores de Lisboa
d) no
interior do país
D.
O
kuduru influenciou a música portuguesa e
a) a
maneira de vestir dos portugueses
b) a
maneira de cantar dos portugueses
c) a
maneira de falar dos portugueses
d) a
maneira de dançar dos portugueses
E.
“Tirosa”
significa:
a) cantar
b) chegar
c) ir-se
embora
d) desaparecer
F.
“Bué”
significa:
a) muito
b) muito
pouco
c) mau
d) pouco
G.
“Cota”
significa:
a) medida
b) mais
velho
c) família
d) número
H.
“Birra”
significa:
a) capricho
b) cerveja
c) grito
d) refrigerante
I.
A
introdução de vocábulos do Português do Brasil no Português Europeu deu-se
através:
a) da
literatura
b) da
rádio
c) da
televisão
d) da
internet
Estilo Teórico:
Actividade 2 – Provérbios lusófonos
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1.
Dos provérbios a seguir apresentados, agrupe os que têm o mesmo significado e explique o seu sentido.
“
“Filho de gato arranha” (Guiné-Bissau)
“Amizade
quebrada pode soldar, mas não há-de sarar” (Portugal)
“Velhice, segunda meninice” (Portugal)
“Quem
o feio ama, bonito lhe parece” (Portugal)
“A velha rola tem o bico mole” (Angola)
“Um braço só não tem força” (Moçambique)
Despejou-se no chão a massambala, o recolher nunca é
completo” (Angola)
“O macaco não diz que o filho é feio” (Guiné-Bissau)
“Mais vale tico-tico no prato que jacu no mato”
(Brasil)
“Mais vale um
pássaro na mão do que dois a voar” (Portugal)
“Filho de peixe sabe nadar” (Portugal)
Estilo Pragmático:
1. Selecione um provérbio da lista anterior para simular uma história com os seus colegas de grupo.
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Estilo Reflexivo:
Actividade 4 – "Acordo ortográfico: o que muda na língua portuguesa a partir de 2009"
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1.
Leia o texto que se segue e faça um comentário fundamentado acerca das principais vantagens e desvantagens do novo Acordo Ortográfico (mínimo 200 palavras).
Proposto
pela Comunidade dos Povos de Língua Portuguesa (CPLP), o acordo pretende
uniformizar a ortografia dos oito países falantes do idioma (Angola, Brasil,
Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor
Leste). Juntos, eles somam uma população estimada em 230 milhões de pessoas
(sendo 190 milhões só do Brasil). Com o acordo, a língua portuguesa deixará de
ser a única com duas ortografias e poderá ser classificada como idioma oficial
na Unesco.
A discussão
sobre essa unificação não é de agora. A primeira iniciativa em conjunto com
todos os países lusófonos foi encabeçada pelo governo brasileiro em 1986 (só o
Timor Leste ficou de fora, porque ainda não era um país independente). O acordo
proposto à época era ousado, com intenção de unificação de 99,5% do vocabulário
- no acordo atual, essa porcentagem é de 98%. Entre as regras, existia uma, por
exemplo, que acabava com o acento agudo em todas as palavras proparoxítonas e
paroxítonas. Assim, numa tacada só. Exemplo: “grávida” e “pedágio”,
respectivamente, perderiam seus acentos. Só as oxítonas escapariam do escalpe.
Portugal não concordou com a proposta.
Dois anos
depois, esse projeto incorporou concessões de Portugal e deu origem ao
anteprojeto do acordo ortográfico que será adotado agora. Em 1990, ele foi
assinado por todos os países falantes da língua portuguesa. De lá para cá,
sofreu algumas modificações e, a partir de 2004, a maioria dos povos lusófonos
ratificou o documento. São eles, na sequência: Brasil, Cabo Verde, São Tomé e
Príncipe e Portugal, que foi o último a aderir, em agosto de 2008, o que,
aliás, acelerou o processo de adoção de fato das novas regras com o
estabelecimento de um cronograma oficial para implantação.
Mas a sociedade portuguesa ainda
está reticente. Enxerga o acordo como uma autorização para o “abrasileiramento”
de sua língua-mãe. Para o professor Pasquale Cipro Neto, ainda há uma
possibilidade real de desistência de Portugal: “Embora o presidente português
já tenha sancionado a lei, há uma forte resistência popular, de intelectuais,
formadores de opinião e de editoras de lá. O que seria um acordo de unificação
pode distanciar ainda mais a língua”, diz. Assim iriam por água abaixo as metas
previstas pela unificação: aproximar os países lusófonos para negócios futuros,
reduzir os custos com a produção e adaptação de livros e simplificar algumas
regras gramaticais.
Mas nem era
para tanto estardalhaço. Colocadas na ponta do lápis, as mudanças são pequenas:
vão afetar 0,43% do vocabulário brasileiro e 1,42% do português. As novas
regras incluem mudanças de acentuação, a eliminação do trema, empregos
diferentes para o hífen, entre outros novos padrões. “Pela força do hábito, os
novos padrões serão incorporados gradualmente, assim como já aconteceu antes”,
opina Eduardo Lopes, professor de língua portuguesa do Curso Anglo
Vestibulares.
Críticas
Apesar de não serem muitas, as mudanças propostas pelo novo acordo têm gerado polêmica entre gramáticos, dicionaristas e editores brasileiros. O professor Pasquale condena o decreto: “[O acordo] é inútil. Os custos dessa mudança são muito maiores que os benefícios. Será preciso reescrever tudo. Criará uma instabilidade na grafia, os meios de comunicação sofrem. Isso só aumenta a confusão da língua”, afirma.
Apesar de não serem muitas, as mudanças propostas pelo novo acordo têm gerado polêmica entre gramáticos, dicionaristas e editores brasileiros. O professor Pasquale condena o decreto: “[O acordo] é inútil. Os custos dessa mudança são muito maiores que os benefícios. Será preciso reescrever tudo. Criará uma instabilidade na grafia, os meios de comunicação sofrem. Isso só aumenta a confusão da língua”, afirma.
O hífen, por exemplo, vai continuar
a existir com novas regras - e continuar a atrapalhar a vida do brasileiro. “A
melhor saída para resolver as dúvidas ainda será a consulta”, diz Pasquale.
Perdeu-se a oportunidade de se fazer “uma regra mais econômica e simples de
emprego do hífen”, na visão do professor Eduardo Lopes.
Paulo
Geiger, coordenador do projeto digital do dicionário Caldas Aulete, da Lexikon
Editora, acredita que o acordo só vai confundir a cabeça dos falantes daqui,
mas isso será passageiro: “Há uma grande celeuma em torno disso, mas na verdade
é uma coisa muito simples. Uma vez absorvida a regra, não há o que temer”,
afirma. A versão online do dicionário já passa por alterações desde a primeira
semana de outubro deste ano.
Para Geiger,
o acordo não garantirá a unificação do idioma entre os países que falam
português: “Algumas formas ortográficas existentes hoje no Brasil e em Portugal
continuam valendo. São os casos de “Antônio” e “polêmico”, que se escrevem com
acento agudo em Portugal (“António” e “polémico”). Além disso, a semântica vai
continuar a mesma. A 'fila' do Brasil vai continuar sendo a 'bicha' de
Portugal”, afirma.
O acordo
também esconde algumas imprecisões. As regras para o emprego do hífen são, de
longe, as que acumulam mais interrogações. Pelo acordo, nas formações em que o
prefixo termina em vogal diferente, o hífen cai. Mas e as que terminam com
consoantes iguais, como “sub-bloco”, ou “sub-base”, por exemplo? Elas vão ficar
com um duplo b, tipo “subbloco” e “subbase”? Não há menção no acordo.
Outra regra atesta que todas as
palavras de espécies biológicas e geológicas formadas por justaposição devem
levar o hífen. Mas a palavra “madressilva” continua sem ele...
A lista com
as mudanças, divulgada pela CPLP, não relacionou todos os exemplos possíveis
para cada regra. Isso, na visão dos especialistas da língua, é bem ruim. Um
enigmático “etc” figura no fim de todas as listas de exemplos divulgadas, o que
não tem ajudado na consulta e solução de dúvidas que vêm surgindo.
Por Rachel Bonino
(texto adaptado)