domingo, 23 de junho de 2013

Guia Didática 2 - Atividade final

Os seguintes exercícios surgem no âmbito da atividade final da Guia Didática 2, do curso Estilos de uso do espaço virtual para a aprendizagem online, da Universidade Aberta.

Os exercícios propostos tentam contemplar os quatro estilos de aprendizagem, no âmbito de uma aula de Português Língua Estrangeira, nível avançado (C1), tendo como tema: Língua Portuguesa - diversidade linguística.

Estilo Ativo:


Actividade 1 – Exercício áudio “Ritmo de Angola influencia linguagem em Portugal”

 


 

1.     Visualize o vídeo no link acima indicado e leia as questões a seguir apresentadas. Selecione a opção mais adequada para completar cada uma das afirmações.

 

A.    O Kuduru nasceu em Angola e foi trazido para Portugal por

a)      emigrantes africanos

b)      imigrantes africanos

c)      emigrantes angolanos

d)     imigrantes angolanos

 

B.     O kuduru tem influências

a)      progressivas

b)      jazz

c)      techno

d)     house e techno

 

C.    Em Portugal, o Kuduru apareceu

a)      no centro de Lisboa

b)      por todo o país

c)      nos arredores de Lisboa

d)     no interior do país

 

D.    O kuduru influenciou a música portuguesa e

a)      a maneira de vestir dos portugueses

b)      a maneira de cantar dos portugueses

c)      a maneira de falar dos portugueses

d)     a maneira de dançar dos portugueses

E.     “Tirosa” significa:

a)      cantar

b)      chegar

c)      ir-se embora

d)     desaparecer

 

F.     “Bué” significa:

a)      muito

b)      muito pouco

c)      mau

d)     pouco

 

G.    “Cota” significa:

a)      medida

b)      mais velho

c)      família

d)     número

 

H.    “Birra” significa:

a)      capricho

b)      cerveja

c)      grito

d)     refrigerante

 

I.       A introdução de vocábulos do Português do Brasil no Português Europeu deu-se através:

a)      da literatura

b)      da rádio

c)      da televisão

d)     da internet

 

Estilo Teórico:


Actividade 2 – Provérbios lusófonos


1.      Dos provérbios a seguir apresentados, agrupe os que têm o mesmo significado e explique o seu sentido.
 
A união faz a força” (Portugal)               
“Filho de gato arranha” (Guiné-Bissau)
“Amizade quebrada pode soldar, mas não há-de sarar” (Portugal)
“Velhice, segunda meninice” (Portugal)
“Quem o feio ama, bonito lhe parece” (Portugal)
“A velha rola tem o bico mole” (Angola)
“Um braço só não tem força” (Moçambique)
Despejou-se no chão a massambala, o recolher nunca é completo” (Angola)
“O macaco não diz que o filho é feio” (Guiné-Bissau)
“Mais vale tico-tico no prato que jacu no mato” (Brasil)
 “Mais vale um pássaro na mão do que dois a voar” (Portugal)
“Filho de peixe sabe nadar” (Portugal)
 
 
Estilo Pragmático:


Actividade 3 – Provérbios lusófonos - continuação

  
1.      Selecione um provérbio da lista anterior para simular uma história com os seus colegas de grupo.
 
 

Estilo Reflexivo:


Actividade 4 – "Acordo ortográfico: o que muda na língua portuguesa a partir de 2009"

 
 
1. Leia o texto que se segue e faça um comentário fundamentado acerca das principais vantagens e desvantagens do novo Acordo Ortográfico (mínimo 200 palavras).


Proposto pela Comunidade dos Povos de Língua Portuguesa (CPLP), o acordo pretende uniformizar a ortografia dos oito países falantes do idioma (Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste). Juntos, eles somam uma população estimada em 230 milhões de pessoas (sendo 190 milhões só do Brasil). Com o acordo, a língua portuguesa deixará de ser a única com duas ortografias e poderá ser classificada como idioma oficial na Unesco.
A discussão sobre essa unificação não é de agora. A primeira iniciativa em conjunto com todos os países lusófonos foi encabeçada pelo governo brasileiro em 1986 (só o Timor Leste ficou de fora, porque ainda não era um país independente). O acordo proposto à época era ousado, com intenção de unificação de 99,5% do vocabulário - no acordo atual, essa porcentagem é de 98%. Entre as regras, existia uma, por exemplo, que acabava com o acento agudo em todas as palavras proparoxítonas e paroxítonas. Assim, numa tacada só. Exemplo: “grávida” e “pedágio”, respectivamente, perderiam seus acentos. Só as oxítonas escapariam do escalpe. Portugal não concordou com a proposta.
Dois anos depois, esse projeto incorporou concessões de Portugal e deu origem ao anteprojeto do acordo ortográfico que será adotado agora. Em 1990, ele foi assinado por todos os países falantes da língua portuguesa. De lá para cá, sofreu algumas modificações e, a partir de 2004, a maioria dos povos lusófonos ratificou o documento. São eles, na sequência: Brasil, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe e Portugal, que foi o último a aderir, em agosto de 2008, o que, aliás, acelerou o processo de adoção de fato das novas regras com o estabelecimento de um cronograma oficial para implantação.
Mas a sociedade portuguesa ainda está reticente. Enxerga o acordo como uma autorização para o “abrasileiramento” de sua língua-mãe. Para o professor Pasquale Cipro Neto, ainda há uma possibilidade real de desistência de Portugal: “Embora o presidente português já tenha sancionado a lei, há uma forte resistência popular, de intelectuais, formadores de opinião e de editoras de lá. O que seria um acordo de unificação pode distanciar ainda mais a língua”, diz. Assim iriam por água abaixo as metas previstas pela unificação: aproximar os países lusófonos para negócios futuros, reduzir os custos com a produção e adaptação de livros e simplificar algumas regras gramaticais.
Mas nem era para tanto estardalhaço. Colocadas na ponta do lápis, as mudanças são pequenas: vão afetar 0,43% do vocabulário brasileiro e 1,42% do português. As novas regras incluem mudanças de acentuação, a eliminação do trema, empregos diferentes para o hífen, entre outros novos padrões. “Pela força do hábito, os novos padrões serão incorporados gradualmente, assim como já aconteceu antes”, opina Eduardo Lopes, professor de língua portuguesa do Curso Anglo Vestibulares.
Críticas
Apesar de não serem muitas, as mudanças propostas pelo novo acordo têm gerado polêmica entre gramáticos, dicionaristas e editores brasileiros. O professor Pasquale condena o decreto: “[O acordo] é inútil. Os custos dessa mudança são muito maiores que os benefícios. Será preciso reescrever tudo. Criará uma instabilidade na grafia, os meios de comunicação sofrem. Isso só aumenta a confusão da língua”, afirma.
O hífen, por exemplo, vai continuar a existir com novas regras - e continuar a atrapalhar a vida do brasileiro. “A melhor saída para resolver as dúvidas ainda será a consulta”, diz Pasquale. Perdeu-se a oportunidade de se fazer “uma regra mais econômica e simples de emprego do hífen”, na visão do professor Eduardo Lopes.
Paulo Geiger, coordenador do projeto digital do dicionário Caldas Aulete, da Lexikon Editora, acredita que o acordo só vai confundir a cabeça dos falantes daqui, mas isso será passageiro: “Há uma grande celeuma em torno disso, mas na verdade é uma coisa muito simples. Uma vez absorvida a regra, não há o que temer”, afirma. A versão online do dicionário já passa por alterações desde a primeira semana de outubro deste ano.
Para Geiger, o acordo não garantirá a unificação do idioma entre os países que falam português: “Algumas formas ortográficas existentes hoje no Brasil e em Portugal continuam valendo. São os casos de “Antônio” e “polêmico”, que se escrevem com acento agudo em Portugal (“António” e “polémico”). Além disso, a semântica vai continuar a mesma. A 'fila' do Brasil vai continuar sendo a 'bicha' de Portugal”, afirma.
O acordo também esconde algumas imprecisões. As regras para o emprego do hífen são, de longe, as que acumulam mais interrogações. Pelo acordo, nas formações em que o prefixo termina em vogal diferente, o hífen cai. Mas e as que terminam com consoantes iguais, como “sub-bloco”, ou “sub-base”, por exemplo? Elas vão ficar com um duplo b, tipo “subbloco” e “subbase”? Não há menção no acordo.
Outra regra atesta que todas as palavras de espécies biológicas e geológicas formadas por justaposição devem levar o hífen. Mas a palavra “madressilva” continua sem ele...
A lista com as mudanças, divulgada pela CPLP, não relacionou todos os exemplos possíveis para cada regra. Isso, na visão dos especialistas da língua, é bem ruim. Um enigmático “etc” figura no fim de todas as listas de exemplos divulgadas, o que não tem ajudado na consulta e solução de dúvidas que vêm surgindo.

 
                                                                               

Por Rachel Bonino


(texto adaptado)


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
 

 

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